Prémios do Festival BiblioFilmes 2009 foram divulgados dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro,
quarta-feira, abril 29, 2009
No dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, foram divulgados os vencedores do Festival BiblioFilmes 2009
O Troféu BiblioFilmes Festival/Corticeira Amorim foi para o vencedor do concurso de vídeos no YouTube “BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!”. O vídeo "Histórias que acontecem", foi realizado pela turma 11.º D, sob coordenação do professor de Português, Basílio Mendes, da Escola Secundária da Lixa.
A Menção Honrosa foi para o vídeo "Ler dá Cor à tua Vida" realizado por Tiago Oliveira, um aluno da Escola Secundária Camilo Castelo Branco – Vila Nova de Famalicão, com um Slogan de promoção da leitura criado no âmbito da disciplina de Multimédia B. O vídeo foi enviado por Augusta Castro, coordenadora da respectiva Biblioteca.
O melhor Vídeo de Biblioteca Escolar: foi para"Laika e os seus amigos": a participação da professora Manuela D. L. Ramos, coordenadora da Biblioteca da Escola EB 2/3 de Beiriz, numa actividade desenvolvida na Biblioteca com alunos da turma do 5º A.
Ver os restantes premiados nas respectivas páginas do BiblioFilmes:
Google Book Search passa a disponibilizar também artigos de revistas não académicas
quinta-feira, dezembro 11, 2008
O Google começou a acrescentar revistas ao seu projecto “Google Book Search”, a sua biblioteca de livros digitalizados e disponíveis online.
O Google começou a digitalizar a cores milhões de páginas de revistas norte-americanas. «Até ao momento já digitalizámos mais de um milhão de artigos de edições passadas de revistas com títulos do mais diverso conteúdo, desde Saúde Masculina a Baseball», acrescenta a nota.
Os artigos de publicações americanas como "New York Magazine", "Popular Mechanics" ou "Popular Science" estão disponíveis só no “Google Book Search”, mas o Google espera poder oferecê-los no futuro no site de pesquisa geral.
O serviço faz parte de um acordo entre o Google e dúzias de editoras que decidiram abrir seus arquivos ao motor de pesquisa e em retorno receberem a receita pela publicidade que o google insere junto aos artigos.
Google publica arquivo fotográfico da 'Life' com mais de 10 milhões de fotografias
segunda-feira, novembro 24, 2008
O Googlee a'Life' estabeleceram um acordo que tem como principal objectivo disponibilizar online mais de dez milhões de fotografias dos arquivos da reputada revista norte-americana. Estas imagens, captadas pormuitos dos maiores fotojornalistas do século XX, tais como Margaret Bourke-White, Robert Capa, Alfred Eisenstaedt, Lee Miler, W. Eugene Smith, Gordon Parks, ou Dorothea Lange, ilustram marcantes momentos na história do século XX. Cerca de 97% das fotografias que serão colocadas online nunca foram publicadas.
Foto da série "Migrant Mother" - Março 1936 - Nipomo, Califórnia Margaret Bourke-White
No momento apenas 20% das fotos estão digitalizadas, sendo pesquisáveis através do motor de pesquisa de imagens do Google mas nos próximos meses muitas outras ficarão online.
Gee'S Bend, Alabama, EUA - Abril de 1937 Arthur Rothstein
A revista Life foi fundada em 4 de Janeiro de 1883 por John Ames Mitchell e editada semanalmente pela Life Publishing Company. Henry Luce (fundador da Time Magazine e da Fortune) comprou em 1936 esta revista, com o propósito de deter o copright do nome. Luce alterou alterou radicalmente o formato e conteúdo da revista. Se até aí a revista Life era conhecida por ser uma revista humorística e de crítica de teatro e cinema, a partir de 1936 passou a ser fundamentalmente uma revista de fotojornalismo, sendo a primeira revista americana de fotografia. Seguia o ditame "Uma imagem vale por mil palavras". A sua sede era em Nova Iorque.
Judeus no campo de concentração de Buchenwald, Weimar, Alemanha - Abril de 1945 H. Miller
Henry Luce pareceu ter acertado em cheio no ano de aquisição, 1936, no auge da Grande Depressão e quando na Europa tudo se parecia encaminhar cada vez mais para uma Grande Guerra. O 1º número da nova revista em 23 de Novembro de 1936 contou logo com uma fotoreportagem da genial Margaret Bourke-White. A publicação periódica do Life Magazine terminou com a edição de Maio de 2000. De 1936 até 1972 teve uma periocidade semanal, de 1972 a 1978 foi publicada em números especiais com uma periocidade variável, e de 1978 a 2000 passou a ter uma periocidade mensal. De 2004 a 2007 ainda foi publicada como um suplemento semanal em alguns jornais de referência americanos.
Duante várias décadas, desde 1936 a Life foi a revista da categoria de informação/notícias mais vendida nos EUA e chegou a vender em muitas semanas mais de 10 milhões de cópias.
Uma caravana de Sikhs migram para o leste do Punjab, a India - Outubro 1947 Margaret Bourke-White
De lá para cá o Google - GBS estabeleceu acordos a nível de bibliotecas com mais 17 grandes bibliotecas de vários países do mundo: Alemanha, Japão, Índia, Suiça, Bélgica, EUA, e o mais inaudito com uma grande biblioteca francesa. Após uma intransigente e efectiva oposição desde o 1º minuto por parte “Bibliothèque Nationale de France” ao GBS, o Google firmou um importante acordo há cerca de 4 meses com a segunda maior biblioteca em solo francês: a Biblioteca Municipal de Lyon. Continuam a ser sobretudo acordos com bibliotecas universitárias, apesar de desde então também contemplarem acordos com duas bibliotecas públicas (Lyon e a Estatal da Baviera). O leque de Línguas abrangidas aumentou significativamente.
Registe-se o historial de parcerias do GBS com grandes bibliotecas pelo mundo fora.
1ª Bibliotecas da Universidade de Michigan -2002 2ª Bibliotecas da Universidade de Oxford - 2004 3ª Bibliotecas da Universidade de Stanford -2004 4ª Bibliotecas da Universidade de Harvard - 2004 5ª Biblioteca Pública de Nova Iorque - 2004 6ª Bibliotecas da Universidade da Califórnia – 12-08-006 7ª Bibliotecas da Universidade Complutense - Madrid - 27-09-006 8ª Bibliotecas da Universidade de Wiscosin-Madison – 11-10-006 9ª Bibliotecas da Universidade da Virgínia – 14-11-006 10ª principais Bibliotecas da Catalunha - 10-1-007 11ª Bibliotecas da Universidade de Texas (em Austin) – 19-01-007 12ª Bibliotecas da Universidade de Princeton – 5-2-007
13ª Biblioteca Estatal da Baviera – 6-3-007 http://www.bsb-muenchen.de/index.php?L=3
A Biblioteca Estatal da Baviera, sedeada em Munique, é uma das mais importante e renomeadas bibliotecas de investigação do mundo, possuindo cerca de 9 milhões de documentos. Possui a maior colecção do mundo de incunábulos (cerca de 20 mil), incluindo a "Bíblia de Gutenberg", a segunda maior colecção de periódicos e séries monográficas da Europa (47 200 subscrições); e mais de 90 mil manuscritos. Esta Biblioteca celebra em 2008 450 anos de existência. O projecto com o GBS contempla a digitalização de um milhão de livros, livres de direitos de autor. As obras serão sobretudo em Língua Alemã, mas haverá também títulos em italiano, francês, latim e inglês. Alguns dos exemplares datam dos primeiros anos após a invenção da imprensa de caracteres (tipos) móveis de Gutenberg.
14ª Universidade de Lausanne, Suiça – 15-5-007 http://www.unil.ch/bcu/
A Biblioteca da Universidade de Lausanne, fundada em meados do séc. XIV, foi a primeira biblioteca de Língua Francesa a juntar-se ao Google Book Seach (GBS). A biblioteca possui mais de 2 milhões documentos impressos. Numa primeira etapa, vão ser digitalizados 100 mil documentos (5% dos seus fundos), livre de direitos autorais, que estão disponível gratuitamente on-line, desde Setembro de 2008. Compreendem obras do séc. 17 ao 19. Todos os custos, estimados em 7 milhões de euros, são suportados pelo Google. A digitalização resulta em dois exemplares: um para Biblioteca e outro para o Google. Não estão a ser digitalizados somente livros em Língua Francesa mas também ingleses, germânicos, espanhóis, italianos e até Japoneses.
15ª Universidade de Mysore, India – 22-5-007 http://mul.uni-mysore.ac.in/
Mysore é uma das cidades da Índia que regista maior desenvolvimento tecnológico e informático. Fica próxima da mega-urbe de Bangalore e a cerca de 400 km da cidade do Goa. No âmbito do projecto GBS vão ser digitalizados 800 mil documentos/livros, sendo 100 mil manuscritos. Um número razoável de livros e documentos está escrito em folhas de palmeira. Os documentos mais antigos datam do séc. VIII. Todos os custos são suportados pelo Google, que em retorno poderá disponibilizá-los em texto integral no seu portal “Google Book Search”
16ª Universidade de Ghent, Bélgica – 23-05-007 http://lib.ugent.be/
A Biblioteca desta universidade possui a particularidade de possuir uma torre com 64 metros de altura, repartidos por 24 pisos, sendo 4 subterrâneos. Possui cerca de 2,5 milhões de volumes, sobretudo em língua francesa e língua flamenga. Ainda não foi divulgado de modo preciso o montante e tipo de documentos a digitalizar no âmbito do projecto GBS.
17ª a 25ª Committee on Institutional Cooperation, CIC, EUA – 6-06-07 http://www.cic.net/Home.aspx
O CIC é um consórcio nacional de 12 universidades de investigação, incluindo a Universidade de Chicago, Univ. de Illinois, Univ. de Indiana, Univ. de Iowa, da Univ. de Michigan, Univ. do Estado de Michigan, Univ. de Minnesota, Univ. de Northwestern, Univ. do Estado de Ohio, Univ. do Estado de Pensilvânia, Univ. de Purdue, e da Univ. de Wisconsin-Madison. No total as suas bibliotecas albergam mais de 100 milhões de volumes. O Google vai trabalhar com o CIC para digitalizar colecções em todas as bibliotecas, do CIC, até 10 milhões de volumes. O Google já tinha estabelecido previamente um acordo com duas das universidades deste consórcio: Univ. de Michigan e Univ. de Wisconsin-Madison. O Google suporta os custos globais ao passo que as universidades suportam os custos de selecção, e preparação, transporte para a digitalização.
26ª Universidade de Keio, Japão– 5-07-007
A mais antiga universidade do Japão e também considerada uma das 4 mais prestigiadas universidades nipónicas. Por curiosidade, o website da Univ. de Keio foi o primeiro de uma universidade a nível mundial a granjear um pagerank 10. Com remodelação da política de pagerank do Google apenas restam 3 websites com pagerank 10 (o próprio Google, o governo dos EUA e departamento de saúde e serviços humanos do governo dos EUA), e deste modo o website da Univ. de Keio possui no momento pagerank 9. As bibliotecas desta universidade albergam cerca de 4,5 milhões de volumes. Serão digitalizados 120 mil livros em domínio público.
27ª Universidade de Cornell, EUA– 7-08-007 http://www.library.cornell.edu/
A universidade compreende 20 bibliotecas, com um total de cerca de 8 milhões de volumes e mais de 60 mil títulos de periódicos. No âmbito do projecto GBS serão digitalizados 500 mil volumes, a maioria pertencentes à Biblioteca de Mann, a principal da universidade.
28ª Universidade de Columbia, EUA - 13-12-007 http://www.columbia.edu/cu/lweb/index.html
A universidade compreende 25 bibliotecas, com um total de cerca de 9,3 milhões de volumes e cerca de 120 mil títulos de periódicos. Ainda não foi divulgado de modo preciso o montante e tipo de documentos a digitalizar.
29ª Biblioteca Municipal de Lyon, França - 22-07-008 http://www.bm-lyon.fr/
Esta biblioteca é a segunda maior da França, depois da Biblioteca Nacional de França, cujo anterior director era um dos maiores oponentes ao projecto “Google Book Search” A biblioteca possui cerca de 2 milhões de volumes, dos quais serão digitalizados 500 mil volumes, em domínio público. Não serão digitalizados somente livros em Língua Francesa mas também ingleses, germânicos, italianos, espanhóis, latim, e até japoneses.
Espero em breve afixar as seguintes partes sobre o projecto "Google Book Search", abordando nomeadamente: - os acordos do Google com dezenas de milhares de editoras ao longo dos últimos anos. - o recente acordo, nos EUA, do Google com o "Sindicato de Autores norte-americanos" (Authors Guild) e com a "Associação de Editores Americanos" em que o Google lhes pagou 99,8 milhões de euros como forma de recompensa por eventuais prejuízos. - as infindas funcionalidades de pesquisa e trabalho com o GBS - as amplas referências bibliográficas em formato multimédia dos documentos - a disponibilização do GBS noutros websites, fóruns, blogs, etc. - informações sobre o designado "Programa Parceiro" - e no global, as pressupostas vantagens e desvantagens do GBS - e ainda, se possível, mais algumas coisinhas...
"Europeana" a biblioteca digital francesa apresentada no Salão do Livro de Paris. A Europeana integra a Biblioteca Digital europeia
sexta-feira, março 23, 2007
"Europeana", o protótipo da contribuição francesa para a futurabiblioteca digital europeia, foi quarta-feira aberta ao público a pretexto do Salão do Livro de Paris.
Segundo o projecto, lançado em Março de 2005, a Biblioteca Digital Europeia (BDE) terá em 2010 mais de seis milhões de livros, filmes, fotografias e outros documentos de países-membros da União Europeia, acessíveis através de um único portal.
Para lá da presença do presidente da República francesa, a cerimónia contou com a participação do ministro da Cultura francês, do presidente da Biblioteca Nacional Francesa, Jean-Noel Jenneney e do seu homólogo do Sindicato Nacional da Edição francês, Serge Eyrolles.
Para além de promover a digitalização do património cultural europeu, o projecto pretende ser uma resposta ao portal Google, que prevê disponibilizar futuramente 15 milhões de obras procedentes de bibliotecas norte-americanas e da universidade inglesa de Oxford.
A criação da BDE é «para a França e para a Europa um importante repto e uma grande ambição ao serviço da difusão dos conhecimentos, da diversidade cultural e da valorização das línguas e dos saberes que formam a nossa identidade partilhada», considerou Chirac, em comunicado oficial. Chirac instou ainda a Biblioteca Nacional Francesa a «acelerar» a digitalização do seu património, com o objectivo de integrar cem mil volumes na BDE até ao final de 2007. Paralelamente, o presidente francês pediu ainda a intensificação das negociações com os detentores dos direitos de autor de modo a que, «respeitando estritamente a propriedade intelectual», a BDE possa conter documentos abrangidos pelos direitos de autor.
Após o seu lançamento pela França em Maio de 2005, o projecto de uma biblioteca digital europeia obteve o apoio da Alemanha, da Espanha, da Hungria, da Itália e da Polónia antes de ser aprovado pela Comissão Europeia.
No ano passado, vinte e três bibliotecas juntaram-se a este projecto. Segundo Jean-Noel Jeanneney, o protótipo disponível hoje na Internet (http://www.europeana.eu/) permitirá a consulta de cerca de sete mil obras francesas, para além de obras portuguesas e húngaras." Apresenta no momento 926 obras em Língua portuguesa, mas efectivamente são hiperligações à Biblioteca Nacional Digital.
Biblioteca Estatal da Baviera associa-se ao projecto Google Book Search
quarta-feira, março 07, 2007
O Google firmou ontem um acordo com a prestigiada Biblioteca Estatal da Baviera (Bayerische Staatsbibliothek ) no âmbito do Google Book Search (GBS)
A Biblioteca Estatal da Baviera, sedeada em Munique, é uma das mais importante e renomeadas bibliotecas de investigação do mundo, possuindo cerca de 9 milhões de documentos. O projecto com o GBS contempla a digitalização de um milhão de livros, com títulos sobretudo em Língua Alemã, mas haverá também títulos em italiano, francês, latim e inglês. Alguns dos exemplares datam dos primeiros anos após a invenção da imprensa de caracteres (tipos) móveis de Gutenberg.
Todos os livros que serão incluídos no projecto apresentam direitos autorais expirados (ou, mais raro, mesmoausência de direitos de autor). Na Alemanha, a lei estende os direitos de autor até 70 anos depois da morte dos autores.
A Biblioteca Estatal da Baviera, que celebra no próximo ano 450 anos de existência é a maior biblioteca não-inglesa a ser incluído no projecto GBS. Esta biblioteca, a central do estado alemão da Baviera,possui a maior colecção do mundo de incunábulos (cerca de 20 mil), incluindo a "Bíblia de Gutenberg" (ou Bíblia de 42 linhas); a segunda maior colecção de periódicos e séries monográficas da Europa (47, 200 subscrições); e mais de 90 mil manuscritos.
(fonte da foto: Biblioteca Estatal da Baviera)
Outro grande passo do Google Book Search foi o lançamento recente de uma versão em chinês, abrindo assim o GBS ao maior mercado do mundo.
Microsoft em porfia aberta com o Google (Book Search)
A Microsoft acusou hoje o Google de pirataria sistemática numa altura em que os dois grupos se enfrentam agora no sector informático de prestação de serviços para as empresas, até aqui terreno da Microsoft.
"O Google tenta tudo por tudo onde pode para contornar os limites da lei sobre os direitos de autor", declarou hoje o principal conselheiro jurídico do grupo sobre estas questões, Thomas Rubin, num artigo de opinião publicada no Financial Times.
Criticou o projecto Google Book Search de digitalizar os livros das bibliotecas do mundo inteiro, que, segundo ele, só aproveitará ao Google e não aos editores e autores, como o site de vídeos YouTube, comprado pela Google e que é censurado por divulgar extractos de emissões televisivas piratas.
A Microsoft ataca assim um dos pontos fracos do Google, que é alvo de queixas na justiça em virtude da biblioteca digitalizada e dos seus sites de procura de informações.
A Agência France Presse interpôs uma acção judicial contra o Google, acusando-o de ter infringido as leis de protecção do "copyright" ao utilizar sem o seu acordo fotos e textos de informação.
É uma declaração de guerra após vários anos de rivalidade silenciosa, onde cada um cobiçava o domínio reservado do outro: motor de busca e publicidade em linha para o Google, sistemas operativos pagos para a Microsoft. Um reina em 90 por cento dos PC mundiais, o outro domina a investigação e a publicidade na Internet em todo o mundo.
Foi de facto o Google que desencadeou as hostilidades há duas semanas a o lançar Google Apps, um pacote de aplicações dirigido a empresas, que serão executadas em rede e podem ser integradas na estrutura da empresa, em alternativa a o Office 2007 da Microsoft, a um preço irrisório (50 dólares).
Este "pack", que reúne entre outros a agenda, correio electrónico, tratamento de texto, serviço de mensagens instantâneas e conversação de voz por Internet através do Internet Google Talk e a função Start Page para criar uma página inicial personalizada num domínio específico, integração nos sistemas da empresa e hotline permanente, faz concorrência frontal e aberta ao Office, que representa mais de um terço das vendas e dos lucros da Microsoft.
"É o desafio mais substancial contra a Microsoft desde há dez anos", resumiu o analista da AMR Research Jim Murphy.
É verdade que desde há dois anos os dois grupos se tornaram pouco a pouco rivais em todas as frentes: sistemas operativos, audiência na Internet, publicidade, bases de dados, motor de busca e finalmente imagem, cada um a querer aparecer como o mais virtuoso junto dos internautas.
E assim a Microsoft modernizou totalmente o seu motor de busca Live Search e desenvolveu Adcenter, um sistema de gestão de publicidades ligadas às palavras-chave, que concorre com o Google na sua principal fonte de rendimentos. A Microsoft promove o seu motor através do seu novo sistema de exploração, Vista.
Por seu lado, Google lançou nos últimos meses sistemas informáticos em linha, financiados pela publicidade: calendário, tratamento de texto. Acaba de reforçar o serviço de correio electrónico Gmail, disponível desde há semanas, grande concorrente do Hotmail da Microsoft.
A Microsoft lançou alguns balões de ensaio no domínio das aplicações gratuitas, com o Office Live, um software para aplicações na Web.
Os dois grupos visam também os mercados emergentes dos telemóveis. O Windows apoia-se no sistema operativo Windows Mobile e Google propõe versões para o telemóvel dos seus serviços Internet.
Sinal desta rivalidade, o director executivo de Google Eric Schmidt, que entrou no conselho de administração da Apple, declarou esta semana que o seu grupo trabalhava cada vez mais com a Apple com a qual tem "os mesmos objectivos e os mesmos concorrentes".
Todavia, para a analista do gabinete Infotech, Carmi Levy, os dois grupos são igualmente culpados. A "Microsoft faz o que acusa o Google de fazer. Os dois brincam com os direitos de propriedade intelectual. A Microsoft acusa o Google hoje, amanhã será o inverso, e durante este tempo os proprietários de conteúdos perdem".
Curioso que os media norte-americanos já falam de um Smackdown Google-Microsoft, em alusão ao popular show de wrestling. A até agora 'Guerra Fria" Google-Microsoft deu lugar a uma 'guerra' declarada.
Google Book Search: milhares almejam ser a 13ª biblioteca do projecto
segunda-feira, março 05, 2007
Pelo facto de o Google Book Search ser o maior projecto na área das bibliotecas nas últimas décadas, senão dos últimos séculos ou até de sempre (em face das gigantescas proporções que está a assumir) entendi destacar algumas etapas do mesmo.
Este audacioso projecto foi idealizado desde os próprios primórdios do Google, em 1996 (o Google foi oficializado em 1998). Inicialmente o projecto foi inspirado noutros projectos congéneres: American Memory (Biblioteca do Congresso), Projecto Gutenberg, Million Book Project (Internet Archive) e no Universal Library (Carnegie Mellon University), etc.
Em 2002 Larry Page sabendo que o projecto de digitalização de sete milhões de volumes das bibliotecas da Universidade de Michigan estava estimado em mil anos, solicitou uma reunião com o presidente da Universidade e assegurou-lhe que o Google fazia o mesmo trabalho em apenas seis anos.
Entretanto este projecto passou por diversas fases sobretudo envolvido em questões técnicas e desenvolvimento de tecnologia conforme a um processo rápido e eficiente de digitalização.
Seguiu-se em meados de 2004 o estabelecimento de uma parceria com a Universidade de Oxford (Biblioteca de Bodleian). Em Outubro, na anual Feira do Livro de Franfurt, foi levantado o véu do projecto à comunicação social. Mas só quando o Google estabeleceu parcerias com as restantes instituições: aUniversidade de Stanford (Green), Harvard (Biblioteca Widener) e a Biblioteca Pública de Nova York é que anunciouoficialmente o projecto, na altura com o nome de Google Print.
O Google estabelecera entretanto então acordos também com importantes editores comerciais como: Blackwell, Cambridge University Press, the University of Chicago Press, Hyperion, McGraw-Hill, Oxford University Press, Pearson, Penguin, Princeton University Press, Springer, Taylor & Francis, Thomson Delmar, Warner Books, etc.
O Google Print afirmou-se desde logo como o maior projecto de sempre do Google, o que ainda se mantém até aos dias de hoje. Suscitou, sobretudo desde 2004, inúmeras adversidades essencialmente por parte de alguns editores (sobretudo universitários) e de alguns países europeus francófonos e germanófilos. Em Maio de 2005 afixei noutro blogue uma série de quatro posts sobre este projecto (A, B, C, D) e a marcada reacção (mesmo confrontação) do universo francófono.
Na Feira do Livro de Frankfurt seguinte, Outubro de 2005, o Google expressa que está receptivo à entrada de bibliotecas europeias, desde que elas apresentem projectos conformes. Em Novembro de 2005 o projecto é renomeado para “Google Book Search”, para ser um nome mais consensual (e menos dúbio). No mesmo mês, o Google dona 3 milhões de dólares à Biblioteca do Congresso para o projecto da “World Digital Library” e estabelece um acordo com esta para digitalizar determinadas obras dessa Biblioteca.
Apenas em 12 de Agosto de 2006 foi de novo estabelecida nova parceria, tendo sido a eleita a Universidade da Califórniam que também é a biblioteca com maior acervo de obras até ao momento. A partir daí, à média de uma por mês, têm entrado novas universidades (e respectivas bibliotecas) como a Complutense-Madrid, Wisconsin-Madison, Virgínia, Texas, Princeton e as principais bibliotecas da Catalunha.
Posts no BeP sobre acordos firmados entre o Google (Book Search) e:
Biblioteca da Universidade de Princeton junta-se ao Google Book Search
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Relevante parte do acervo das Bibliotecas da Universidade de Princeton será digitalizado no âmbito do acordo recém-firmado com o "Google Book Search" (GBS)
O projecto abrange todos os documentos das bibliotecas de Princeton não protegidos por direitos autorais, o que perfaz cerca de um milhão de documentos. Até ao momento, no projecto GBS, só as Universidades de Michigan e Texas aceitaram digitalizar livros protegidos por direitos de autor.
Será digitalizado o conteúdo da "Harvey S. Firestone Memorial Library" e de treze bibliotecas especializadas localizadas no campus universitário, conforme informou a Bibliotecária Directora Karin Trainer
A Universidade de Princeton é uma das prestigiadas dos Estados Unidos e foi criada há 250 anos (ano 1746). As suas bibliotecas albergam mais de seis milhões de trabalhos escritos, cinco milhões de manuscritos e dois milhões de material não-impresso.
Esta é a 12º biblioteca universitária a juntar-se ao projecto do Google. No âmbito do Google Book Search a Google já assinou idênticos acordos com outras instituições, entre as quais as bibliotecas das Universidades de Harvard (Widener), Stanford (Green), Oxford (Bodleian), Michigan, Califórnia, Complutense, Wiscosin-Madison, Virgínia, Texas, da Biblioteca Pública de Nova Iorque e das principais bibliotecas da Catalunha. Por outro lado, o Google está trabalhando com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos num projecto de digitalização.
A famosa Firestone Library, que alberga mais de 4 milhões de documentos , ao longo de mais de 80 quilómetros de estantes (foto do website da Universidade de Princeton)
Outros posts no BeP sobre acordos firmados entre o Google (Book Search) e:
Um novo blogue do Google com estreita relação com as Bibliotecas (depois do blogue do Google Book Search) é o blogue do Google Librarian Center. Este blogue apenas foi iniciado no passado dia 17 e até ao momento conta com 3 posts. Como o nome indica o blogue pretende abordar temáticas da relação entre o Google e as Bibliotecas. Esperemos é que não se restringem às bibliotecas anglo-saxónicas (sobretudo americanas).
Contudo o Google Librarian Center (GLC) já existe há pouco mais de um ano. Na prática este quase se restringe à publicação da "Librarian Newsletter" que editou sete números (bem, seis) até ao momento (o primeiro nº saiu a a 19/12/005). O GLC ainda disponibiliza mais alguns parcos recursos (vídeos, folhetos,..). Possui um email agregado (librarian-center [arrroba] google.com) para receber sugestões, que pelos vistos não têm faltado.
Biblioteca da Universidade de Texas firma acordo com Google Book Search
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Universidade de Texas, em Austin: a 11ª Biblioteca a firmar acordo com Google Book Search (GBS).
A Universidade de Texas, em Austin (UTa) e o Google firmaram no passado dia 19 de Janeiro um acordo para digitalização das suas Bibliotecas no âmbito do Google Book Search (GBS). A Universidade do Texas tornou-se assim a décima primeira parceira do GBS.
Serão digitalizados pelo menos um milhão de documentos da UTa. As bibliotecas desta Universidade possuem importantes colecções sobre a América Latina, incluindo exemplares raros e antigos manuscritos. Fred Heath, director das Bibliotecas referiu que a colecção a ser digitalizada inicialmente será a “Nettie Lee Benson Latin American Collection” que compreendecerca de 960 mil obras do México, América Central e Latina e das Caraíbas. Deste modo o GBS alarga o género e tipo de obras que tem vindo a digitalizar.
A Universidade do Texas em Austin compreende 17 bibliotecas, contendo um acervo total de superior a 8 milhões de obras, sendo assim a 5ª maior biblioteca universitária dos Estados Unidos. A UTa tem sido uma das bibliotecas das pioneiras na digitalização do seu acervo como o atesta a importante colecção digital de mapas Perry-Castañeda.
Como tem sido política aplicada pelo GBS os autores e editores são auscultados se querem que os seus documentos sejam parcial ou integralmente digitalizados (ou até não sejam de todo digitalizados). Os livros de domínio públicos estarão posteriormente disponíveis em livre acesso de modo integral. Já nos livros com copyright apenas se pode aceder a partes dos mesmos (capa, índice, introdução,1as páginas, etc).
A Google divulgou que brevemente firmará um novo acordo com uma grande biblioteca francesa. Por outro lado, o Google prepara o lançamento de um novo serviço do GBS onde os leitores possam realizar o download dos livros em formato integral (algo afim a um e-book) para o seu computador ou para aparelhos portáteis. Para isso tem vindo a estabelecer acordo com editoras como a Penguin ou a Harper-Collins para ter disponível vários milhões de obras.
Outros posts no BeP sobre acordos firmados entre o Google (Book Search) e:
Principais Bibliotecas da Catalunha assinam acordo com o Google Book Search para digitalização de suas obras.
domingo, janeiro 14, 2007
O Google assinou um acordo com a Biblioteca da Catalunha para digitalizar obras, restritos ao domínio público, desta biblioteca e demais quatro bibliotecas da Catalunha. Mais de 300 mil livros serão digitalizados através do projecto Google Book Search (GBS)
A Biblioteca da Catalunha (BC), a maior biblioteca desta comunidade autónoma de Espanha, actuará como coordenadora e interlocutora das outras quatro bibliotecas que participam no projecto: Biblioteca do Mosteiro de Montserrat, do Seminário de Barcelona, do Centro Excursionista de Catalunha e do Ateneu Barcelonês.
A directora da BC, Dolors Lamarca, destacou que os fundos das cinco bibliotecas que participam no projecto incluem colecções especiais de um alto valor patrimonial, tanto em catalão, castelhano, francês, alemão, latim e inglês. O Google que terá o encargo das despesas do projecto informou que daqui a uns meses já estarão acessíveis as primeiras obras.
Em Setembro passado o Google firmou semelhante com a Universidade Complutense de Madrid. Foi a primeira vez que o GBS passou a integrar uma biblioteca não localizada num país de Língua (oficial) Inglesa. Mas tal afigurava-se compreensível pelo facto de o Espanhol ser a 4ª língua mais falada no Mundo e mais ainda pela sua marcada presença nos Estados Unidos (15% da sua população é hispânica). Já no que concerne à Catalunha, não estando o Catalão nem entre as sessentas Línguas mais faladas do Mundo, interrogámo-nos se o interesse do Google não foi efectivamente contrabalançar o benefício prestado meses antes à Língua Castelhana. Curiosamente, até os quantitativos dos livros a digitalizar são iguais nos dois casos (300 mil obras). Dados mais detalhados deste último acordo ainda não foram divulgados, mas ajuízo que os livros em Língua Catalã não serão os que o Google dará mais preferência de digitalização. É que queiramos, quer não, um potencial mercado de cerca de 9 milhões de leitores é sempre algo restrito para o Google.
No âmbito do Google Book Search a Google já assinou idênticos acordos com outras instituições, entre as quais as bibliotecas das Universidades de Harvard (Widener), Stanford (Green), Oxford (Bodleian), Michigan, Califórnia, Complutense, Wiscosin-Madison, Virgínia e da Biblioteca Pública de Nova Iorque. Por outro lado, o Google está trabalhando com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos num projecto de digitalização.
Biblioteca americana cria um Video Blogue com frequentes actualizações.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
A Biblioteca Arlington Heights Memorial criou um Video Blog (VBlog) publicando 3 vezes por semana um vídeo alusivo a actividades e serviços da Biblioteca. Escolheram o You Tube para alojar os respectivos vídeos. Mais uma iniciativa que certamente será adoptada futuramente por muitas outras bibliotecas.
Pesquisa restrita a blogues de referência da Biblioteconomia, Ciências da Informação e afins
terça-feira, dezembro 26, 2006
No dia seguinte ao Google ter lançado a sua nova edição do Google Co-op, tinha realizado neste blogue uma experiência sobre este renovado serviço, criando então um motor de busca cuja pesquisa era restrita a 10 blogues do ãmbito de bibliotecas universitárias e afins a que intitulei "Academic Blogs". De então para cá surgiu uma miríade de motores de busca personalizados, com base no co-op. Na área de biblioteconomia, ciências da informação e afins foram criados de igual modo um número considerável deles, sendo que dois se destacaram o LisZen e o "Librarian´s E-Library". Regra geral o problema deste motores de busca personalizados que têm sido criados é congregaram um excessivo número de blogues/websites a que se restringe a pesquisa. Por exemplo, na actualidade o LisZen engloba mais de sete centenas de blogues e o "Librarian´s E-Library" 243 sites e blogues. Deste modo grande parte das pesquisas nestes motores de buscas obtêm dezenas e dezenas (mesmo centenas) de resultados, o que exige um razoável tempo de leitura, retirando assim a mais valia deste serviço.
Para não criar mais lixo na web (dotsam) resolvi então aproveitar o já citado "Academic Blogs" e substituí os blogues inicialmente seleccionados (na altura sem grande critério, apenas para servir de experiência) pelos blogues que ao longo deste ano mais consultei (não incluindo os de Portugal). Os blogues escolhidos foram os seguintes:
DigeracyURL: caruso.extralibris.info/
Bibliotecários em Fronteiras URL : biblio.crube.net/
Bibliotecários em Fronteiras 2.0URL : bsf.org.br/
Cartafol de GardalivrosURL; blogoteca.com/gardalivros/index.php
Dekialli DocumentalURL: deakialli.com
Documentación, Bibliteconomía e InformaciónURL: lacoctelera.com/documentacion
El documentalista enredadoURL: documentalistaenredado.net/
VeaseAdemasURL:veaseademas.com/
InfogestoresURL: infogestores.cl/
Blog without a LibraryURL: blogwithoutalibrary.net/
Blyberg.netURL: blyberg.net/
Future of Book blogURL: futureofthebook.org/blog/
InfoblogURL: infoblog.infopeople.org/
Information Wants to be FreeURL:meredith.wolfwater.com/wordpress/index.php
Librarian NetURL:librarian.net/
Library1.5URL:lib1point5.wordpress.com
Library 2.0 - an academic's perspectiveURL: liblogs.albany.edu/library20
E intitulei o o motor de busca "Pesquisa em blogues de Biblioteconomia, Ciências da Informação e afins". E por fim ajustei as palavras-chaves respectivas. A 'criação' deste blogue assumiu o propósito de ter efectivo uso (pelo menos por mim) e não de ser mais um recurso com bom aspecto, que pululam pela web, mas na prática sem uso efectivo. Existem muitos outros blogues pelos quais tenhi simile apreço, contudo são blogues que focam temas mais específicos na área. A lista acima incide mais nos generalistas (contudo inclui blogues como o "teleread ebooks", mais centrado nos ebooks). Espero em breve fazer um post com listagens de blogues por temas especificos (ebooks/digital, serviço de referência, biblioteca 2.0, information literacy, bibliometria, acesso livre, etc)
p.s. este post pretende também distinguir estes blogues da nossa área (e na generalidade dos casos de índole mais generalista no seio desta) que granjeiam elevada consideração, mesmo por pessoas de outras áreas.Mais blogues e afins, para além dos indicados neste blogue, podem ser visualizados aqui.
LibWorm, um novo motor de pesquisa nas áreas de biblioteconomia e ciência(s) da informação.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Há umas semanas atrás, David Rothman e Frankie Dolan lançaram um promissor motor de pesquisa (ainda em fase de desenvolvimento – versão beta) centrado nas áreas de biblioteconomia e ciência(s) da informação, o LibWorm.
Este motor de busca pesquisa na actualidade mais de 1500 feeds, quer de websites, blogues, etc.
È possível efectuar-se uma pesquisa geral ou restrita por categorias (ex. Bibliotecas Públicas, Bibliotecas Universitárias, blogues pessoais, etc). Também permite restringir a pesquisa a assuntos mais específicos (ex. ebooks, serviço de referência, catalogação, etc.). Uma outra vantagem é que permite pesquisar os feeds por data. Feeds de websites e blogues lusos não faltam. E podem ser sugeridos novos.
Projecto “Live Search Books” da Microsoft em fase experimental.
domingo, dezembro 10, 2006
O projecto “Live Search Books” (LSB) da Microsoft, que visa a médio e longo prazo colocar em acesso online milhões de livros em formato digital, passou a disponibilizar, desde a semana passada, em regime experimental, já as primeiras obras.
Estas podem ser acedidas através de um website em versão beta (apenas acessível nos Estados Unidos), ou através de uma categoria de busca no Windows Live Search, até que esteja concluído e incorporado à busca geral do sistema, o que está previsto acontecer na próxima Primavera. Neste período a LBS restringir-se-á a livros não protegidos por direitos de autor, e em Língua Inglesa.
A Microsoft tem estabelecido acordos com diversas bibliotecas e instituições para ter acesso às suas obras digitais ou digitalizar outras do seu acervo. No primeiro caso estão colecções da Universidade da Califórnia, da Universidade de Toronto, e da Biblioteca Britânica,e no segundo caso, de digitalização, a Microsoft tem vindo a firmar acordos com a Biblioteca Pública de Nova Iorque, a Universidade de Cornell ou o Museu Americano de Medicina Veterinária. No leque de obras abrangidas estão obras sem e com direitos de autor. As obras estarão disponíveis em formato pdf, em texto integral (as obras com direitos de autor necessitarão de anuência das editoras e/ou dos autores). Nos primeiros tempos as obras vão ser restritas à Língua Inglesa, mas numa fase posterior alargar-se-á a obras noutras Línguas.
A LBS é um serviço um serviço semelhante ao “Google Book Search”, mas pelo facto de proceder à indexação das obras, também vai possível a pesquisa a nível de assuntos (para além do título, autor, editor, ano, ISBN). Em consequência deste novo serviço, o Windows Live Academic Search (recurso que permite pesquisar textos de publicações académicas), deverá ver a sua oferta quadruplicada.
Por outro lado a Microsoft pretende ceder 150 mil livros digitalizados ao projecto Open Content Alliance ( OCA). A OCA, que conta o apoio da Yahoo, reúne diversas universidades e fundações com o objectivo de criar uma base comum de livros digitalizados acessíveis ao download e à impressão. No momento a OCA está a trabalhar na digitalização de 18 mil obras.
Microsoft Live Book Search A Microsoft vai disponibilizar a partir da Primavera de 2007 um serviço semelhante ao “Google Book Search” que denominou de “Live Book Search”.
Com este intento a Microsoft firmou um acordo com a Kirtas Technologies, uma das empresas mais reputadas do mundo na área da digitalização. A Kirtas dispõe no momento do aparelho de digitalização mais rápido do mundo (no mínimo 1200 páginas por hora), o APT BookScan 1200, que paralelamente gera uma imagem de superior qualidade e minimiza eventuais danos nos livros durante o processo. A sua taxa de erro é inferior a 1 página por cada 10 mil.
A Microsoft irá começar por digitalizar diversos acervos, de de livros de domínio público (sem copyright ou publicados anteriormente a 1923). Um desses acervos corresponde ao da Universidade de Cornell, no estado de Nova Iorque, com a qual estabeleceu recentemente, para esse efeito, uma parceria. Nesta caso será digitalizado um acervo de cerca de 300 mil livros, de livros de domínio público.
AOpen Content Alliance (OCA) é uma organização (sem fins lucrativos), que surgiu em Outubro de 2005, que pretende criar uma biblioteca/arquivo digital de livros, a nível internacional e em diversas Línguas, disponíveis online para serem descarregados ou imprimidos. Esta organização, fundada por Brewster Kahle, é subsidiária do projecto Internet Archive, da qual Kahle é a actual presidente. A OCA congrega diversas universidades, fundações, editoras não comerciais, empresas de dados, etc, e que aproveita recursos já existentes como por exemplo oprojecto Gutenberg. Este projecto foi criado em parte como uma resposta de muitas editoras e universidades descontentes com o rumo que o Google Book Search (na altura Google Print) estava a tomar na altura. A OCA estabeleceu parcerias com o Yahoo, que se comprometeu a criar um motor de busca especifico para o projecto e e financiar a digitalização de 18 mil livros. Por sua vez, a Microsoft irá contribuir com 150 mil livros para a eset projecto. A OCA solicitou ainda a cooperação da Biblioteca Nacional de França (BNF) onde cerca de 90 mil livros já foram digitalizados.
Comparativo entre os diversos projectos: Google Book Search, Open Content Alliance, Amazon, etc. Apresentação de Greg R. Notess
Bibliotecas da Universidade de Virgínia firmam acordo com Google Book Search
terça-feira, novembro 14, 2006
Bibliotecas da Universidade de Virgínia: a nona biblioteca a firmar acordo com Google Book Search (GBS)
A Universidade de Virgínia (UVa) e o Google firmaram no passado dia 15 de Novembro um acordo para digitalização das suas Bibliotecas no âmbito do Google Book Search (GBS). A UVa tornou-se assim a nona parceira do GBS. O Google vai digitalizar as colecções da UVa, num contrato que se estenderá por seis anos.
O fundo documental da UVa inclui 5 milhões de volumes, 17 milhões de manuscritos, livros raros, e arquivos. Como tem sido a política aplicada pelo GBS os autores e editores são auscultados se querem que os seus documentos sejam parcial ou integralmente digitalizados. Os livros de domínio públicos estarão posteriormente disponíveis em livre acessode modo integral. Já nos livros com copyright apenas se pode aceder a partes dos mesmos (capa, índice, introdução,1as páginas, etc). O Google assume todos os custos da digitalização e a UVa apenas suporta os custos de retirar e recolocar os volumes nas estantes. O Google proverá à UVa ficheiros digitais com as digitalizações.
“AUVa tem sido das instituições pioneiras nos Estados Unidos nas iniciativas digitais, como atesta o Centro E-text, iniciado em 1992.” como refere Karin Wittenborg a Bibliotecária da Universidade. Para além destes a UVA participa entre outros projectos no Open Content Alliance e no Internet Archive.
Uma das mais marcantes histórias, de sempre, de criação de uma biblioteca universitária.
O Estado da Virgínia foi desde a fixação dos primeiros colonos europeus no território actual dos Estados Unidos (1620) até ao primeiro quartel do séc. 19 o principal estado americano, albergando a sua capital até ao ano de 1800. Como tal a sua Universidade estadual alberga valiosíssimos e únicos documentos históricos, bem como importantes obras da literatura e de arte.
A Universidade da Virgínia foi idealizada e projectado Thomas Jefferson (3º Presidente do Estados Unidos e o redactor da Declaração da Independência americana). Umas das muitas artes versadas por este polímata era a arquitectura e a Universidade (hoje Património Universal da Humanidade – Unesco) foi gizada pelo seu próprio punho. No projecto de construção de Jefferson a biblioteca foi o primeiro edifício a ser desenhado e partir desse edifício central (denominado Rotunda) foram delineados todos os outros que compõem a universidade. Jefferson quebrou a longa tradição de se colocar uma capela no centro da Universidade.
Biblioteca Rotunda da Universidade da Virgínia (clicar para ampliar) Fonte da foto: Universidade da Virgínia
A construção da Universidade foi supervisionada por Jefferson, tendo sido inaugurada em 1819. Jefferson foi o seu 1º Reitor, seleccionou as colecções iniciais de livros da Biblioteca, e organizou-as de acordo com um sistema de classificação que adoptou de Francis Bacon. Jefferson contratou os dois primeiros bibliotecários e definiu o Regulamento. Em 1895 a Biblioteca Rotunda sofre um grande incêndio e do seu acervo de 57 mil livros apenas se salvaram 17 mil.
No momento, a Universidade para além da Biblioteca Central (Rotunda) é composta ainda por mais 12 edifícios dispersos pelo campus universitário.
Google lança nova versão do Co-op: uma aplicação mais acessível e com um infindo potencial
quarta-feira, outubro 25, 2006
O Google lança nova versão do Co-op, com três potentes aplicações, sendo a mais relevante a de um utilizador, mais ou menos leigo, poder fácil e rapidamente criar o seu próprio motor de busca. Na realidade o que estamos a fazer é personalizar o motor de busca do Google segundo as nossas preferências, pois as pesquisas são sempre executadas com recurso ao Google Search.
Ao novo motor de busca atribuímos-lhe um nome à nossa escolha, e algumas palavras-chaves que irão ajustar melhor os resultados das pesquisas que nele serão feitas. De seguida escolhemos os sites (websites, blogues, fóruns, etc)em que queremos restringir ou dar prioridade nas nossas pesquisas. Optámos entre os resultados das pesquisas serem apenas restritos a esses sites ou a toda a Internet.
Não restam dúvidas queesta versão do Co-op, com uma operabilidade muito mais simplificada, vai trazer significativas mudanças em várias áreas.
Para verificar a funcionalidades criei então um motor de busca. Dei-lhe o nome de Academic Libraries, e optei que as pesquisas se restringissem a dez blogues dessa área. Seleccionei os seguintes blogues:
escholarlypub.com/digitalkoans/
librarycloud.blogspot.com/
whitis.us/blog/
liblogs.albany.edu/library20/
teachinglibrarian.org/weblog/blogger.html
distlib.blogs.com/
meredith.wolfwater.com/wordpress/index.php
keptup.typepad.com/
acrlblog.org/
jdupuis.blogspot.com/
Escolhi blogues anglo-saxónicos, mas poderia ter escolhido blogues ou websites portugueses, espanhóis, ou de qualquer outra Língua. A área/assunto do motor de busca também é passível de ser qualquer uma. Copiei para este post a caixa de pesquisas (ainda não consegui colocar neste blog os resultados, sendo estes visualizados no momento no google.com), onde se pode verificar a funcionalidade desta renovada e poderosa ferramenta do Google.